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Ângelo Delgado: racismo e ficção

Por

 

Pedro Mendes
20 de Fevereiro de 2026

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Ângelo Delgado: racismo e ficção

Neste episódio do Café Alexandria, conversamos com Ângelo Delgado, autor que acaba de estrear-se no romance com "Foi o Preto" (Oficina do Livro, 2025), uma história crua e urgente sobre racismo e injustiça no Portugal dos anos 90.


Nascido em Lisboa em 1981, filho de pais cabo-verdianos, Ângelo Delgado tem um percurso que passa pelo jornalismo - TSF, Correio da Manhã e Metro - e pela publicidade, onde trabalha atualmente como redator criativo. Mas é na escrita literária que encontra espaço para contar as histórias que, como ele próprio diz, "uns vão ignorando e outros negando".


Em 2020, publicou "Sem Ofensa", um livro ilustrado que desconstruía expressões racistas do quotidiano português, usando o humor como ferramenta para expor o preconceito enraizado na nossa linguagem. Agora, com "Foi o Preto", dá o salto para a narrativa longa e mergulha numa história que recupera relatos que testemunhou e viveu.


O romance acompanha José Lima, um adepto de futebol cabo-verdiano que, no regresso de um jogo, é acusado de um crime que não cometeu. O que parece um equívoco transforma-se num calvário kafkiano que o leva da rua à prisão. Com mestria e contenção, Ângelo Delgado tece uma narrativa sobre como "foi o preto" se tornou resposta automática em Portugal, sobre o colonialismo e as suas feridas não curadas, e sobre a violência - nem sempre física, mas sempre presente - do racismo sistémico.


Tendo como pano de fundo a cultura cabo-verdiana e as feridas dos tempos coloniais, "Foi o Preto" é, nas palavras do autor, "um alerta, uma denúncia, uma chamada de atenção" numa altura em que estas histórias não só acontecem como podem acontecer com ainda maior força.


Nesta conversa, falamos sobre a transição de "Sem Ofensa" para a ficção, sobre o processo de transformar experiências reais em narrativa, sobre os anos 90 em Portugal, sobre o colonialismo que ainda não sabemos discutir, e sobre a urgência de contar histórias que muitos prefeririam continuar a ignorar.


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