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O Colectivo 84 estreia "Beatriz by Beatriz Wellenkamp Carretas" a 17 de outubro, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, no âmbito do Festival Singular. O espetáculo segue depois para o Porto, onde fica em cena na Confederação de 23 a 25 de outubro.
O monólogo parte de "Uma Ingénua – A História de Beatriz", livro que a atriz e escritora Manuela Porto (1908-1950) publicou em 1948. Nele cruzam-se três biografias: a da autora, a da protagonista do romance e a da própria intérprete e criadora.
Beatriz Wellenkamp Carretas, atriz e dramaturga, encena aquilo a que chama um "monólogo noir" e interpreta todas as personagens, que se chamam todas Beatriz. No centro está um mistério: a morte de Beatriz, investigada por outra atriz, Manuela Porto, que ganha corpo noutra atriz e Beatriz. As várias histórias, atrizes e mortes acabam por se misturar.
Mais de 75 anos depois da morte de Manuela Porto, as suas palavras, ideias e reflexões voltam ao palco, num exercício de memória que também questiona o mundo contemporâneo. Entre a realidade e a ficção, e com o teatro como espelho, o espetáculo reflete sobre identidade, auto-narrativas e a sociedade do espetáculo. Por baixo da trama pergunta o que faz de cada um quem é e quanto estamos dispostos a pagar pelo sucesso, pela integração e por aquilo que amamos.
O projeto continua o percurso da criadora com o Colectivo 84 e Mickaël de Oliveira, e também o trabalho que tem feito com Leonor Wellenkamp Carretas. Em "Quem é quem? (título provisório)" (2022), as duas partiram da ideia de "doppelganger" para perguntar como sabemos quem somos e como nos construímos. Em 2025, criaram "Ao longe, o fim do mundo", sobre o conceito de verdade.
Beatriz Wellenkamp Carretas assina o texto e a encenação e é a intérprete. Leonor Wellenkamp Carretas faz a assistência de encenação e Simão Freitas dá apoio à criação e à dramaturgia. A investigadora Diana Dionísio, autora de uma tese sobre Manuela Porto, teve um papel essencial no trabalho. O som e a luz são de Francisco e João Monteiro. O espetáculo é uma coprodução do Colectivo 84 com a Retorno Contínuo – Associação Cultural e o Festival Singular – Terceira Pessoa.
A estreia é a 17 de outubro, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco. No Porto, na Confederação, há sessões a 23 e 24 de outubro às 21h30 e a 25 de outubro às 19h00.
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