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O Centro Cultural de Belém apresenta, a 19 e 20 de setembro, no Grande Auditório, THE DOG DAYS ARE OVER 2.0, a recriação da peça de referência do coreógrafo belga Jan Martens, criada em 2014 e agora reposta com um novo elenco. Os espetáculos, integrados na temporada de Dança 2026/2027, decorrem sábado às 19h00 e domingo às 17h00, com duração aproximada de 70 minutos, recomendados a partir dos 6 anos.
Ao longo de uma hora, oito bailarinos saltam em contínuo, submetidos a uma coreografia matemática e rigorosa, executada numa uniformidade imposta que os acaba por levar à exaustão e, inevitavelmente, ao erro. É nesse momento, quando as máscaras caem, que a peça revela o bailarino como intérprete puro, para lá da busca pela perfeição.
Estreada em 2014, THE DOG DAYS ARE OVER tornou-se um dos trabalhos mais reconhecidos de Jan Martens, com mais de 100 apresentações e uma extensa digressão internacional. A obra foi selecionada para o The Theatre Festival, na Bélgica, como um dos espetáculos mais importantes desse ano. Em 2025, Martens e a companhia GRIP recriaram o espetáculo com um elenco renovado, apresentado na Biennale de la Danse de Lyon.
O elenco desta recriação é composto por oito dos seguintes bailarinos: Pierre Bastin, Camilla Bundel, Jim Buskens, Zoë Chungong, Simon Lelièvre, Florence Lenon, Elisha Mercelina, Dan Mussett, Pierre Adrien Touret, Zora Westbroek, Maisie Woodford e Paolo Yao. A direção de ensaios e assistência artística são de Naomi Gibson, com assistência artística e coaching de Steven Michel e Piet Defrancq. A dramaturgia é de Renée Copraij, o desenho de luz de Jan Fedinger e os figurinos de 2025 são de Sofie Durnez.
Nascido em 1984, Jan Martens estudou na Fontys Dance Academy, em Tilburgo, e formou-se em Dança pelo Conservatório Real de Antuérpia, em 2006. Desde 2010 desenvolve um percurso coreográfico regular na Bélgica e no circuito internacional, do qual fazem parte peças como SWEAT BABY SWEAT (2011), VICTOR (2013), ODE TO THE ATTEMPT (2014), THE COMMON PEOPLE (2016) e any attempt will end in crushed bodies and shattered bones (2021). Desde 2022 concilia a codireção artística da GRIP, companhia que fundou em 2014 e cuja direção partilha atualmente com Femke Gyselinck, Cherish Menzo e Steven Michel, com o estatuto de artista associado da Opera Ballet Vlaanderen. Em 2026, cria KID IN A CANDY SHOP, a sua primeira colaboração com o Nederlands Dans Theater. Foi distinguido, entre outros, com o Prémio Prins Bernhard Cultuurfonds para o Brabante do Norte (2014) e o Charlotte Köhler Prize (2015), e nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo Ministério da Cultura francês, em 2023.
Foto: © Stefanie Nash
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