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Cédric Eeckhout e a mãe sobem ao palco do CCB com "Héritage"

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COFFEEPASTE
7 de Outubro de 2026

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Cédric Eeckhout e a mãe sobem ao palco do CCB com "Héritage"

O ator e encenador belga Cédric Eeckhout apresenta Héritage nos dias 22 e 23 de outubro, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Partilha o palco com a mãe, Jo Libertiaux, nascida em 1945, e com a mezzo-soprano francesa Pauline Sikirdji.


O espetáculo cruza a vida de Jo Libertiaux com a do filho. Ela divorciou-se em 1982, criou quatro filhos enquanto trabalhava como cabeleireira e tornou-se intérprete já reformada, depois dos 70 anos. Ele é ator e identifica-se como queer. Os dois pegam na ideia de herança para falar de emancipação feminina, de masculinidade e machismo e da história económica, social e política da Europa. Pelo meio passam as crises climática, pandémica, política e social e as formas persistentes de racismo e sexismo. Segundo a sinopse, o espetáculo mistura intimidade, emoção e humor.


A ideia surgiu quando Cédric Eeckhout trabalhou com a mãe no projeto anterior, The Quest, que se estreou no Théâtre National de Belgique na temporada 2020/2021. Durante um ano, os dois entrevistaram 85 pessoas em sete países, e as entrevistas foram conduzidas por Jo Libertiaux. «Através da ideia de herança, é a possibilidade de perder alguém próximo que me toca», escreve o encenador na apresentação do projeto. «Não estamos perante o luto, mas perante a antecipação de um luto futuro.»


Jo Libertiaux não é atriz profissional e Héritage é a sua segunda experiência em palco. Para Nils Haarmann, dramaturgo do espetáculo e da Schaubühne de Berlim, ela representa uma «geração contraditória», a que cresceu numa Europa rica e sem guerra e que deixa às gerações seguintes um legado problemático.


Cédric Eeckhout trabalha desde 2002 em palcos belgas e europeus. Colaborou com encenadores como Thomas Ostermeier, Christiane Jatahy, Falk Richter e Anne-Cécile Vandalem. No cinema, trabalhou com Joachim Lafosse e Thomas Vinterberg, entre outros. Realizou também JO, um documentário sobre a mãe estreado em 2022.


Héritage é uma produção do Théâtre de Liège e da DC&J Création, com coprodução do CCB, do Théâtre Varia, do Théâtre Les Tanneurs, do Théâtre Dijon Bourgogne CDN e de Les Théâtres de la Ville de Luxembourg. A apresentação em Lisboa foi possível graças à plataforma PROSPERO NEW, cofinanciada pelo programa Europa Criativa da União Europeia. A sessão de 22 de outubro vai ser filmada pela RTP para transmissão.


Héritage está em cena a 22 e 23 de outubro, quinta e sexta-feira, às 20h00, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. O espetáculo é em francês com legendas em português, dura cerca de 90 minutos e é para maiores de 16 anos.


Foto: © Bea Borgers

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