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A Cinemateca Portuguesa divulgou a sua programação de rentrée, que arranca em setembro e se prolonga até dezembro, com alguns ciclos a estender-se até 2027. O eixo central da temporada são retrospetivas dedicadas a nomes notáveis do cinema internacional, com particular atenção a realizadoras e cineastas historicamente pouco representados no cânone.
Setembro abre com a retrospetiva anual dedicada a Paulo Branco, que arranca a 11 de setembro com "Non, ou a Vã Glória de Mandar", de Manoel de Oliveira, um dos filmes produzidos por Branco na Barata Salgueiro. A sessão de abertura conta com a presença do produtor e da atriz e realizadora francesa Fanny Ardant. Ainda em setembro, a Cinemateca dedica um ciclo a Martin Scorsese, centrado nos temas do crime e da religião na obra do realizador ligado à Nova Hollywood dos anos 1970, incluindo filmes inéditos em Portugal. O mês fica ainda marcado por três parcerias: com o Motelx, através do ciclo "Lost in Europe: O Terror por Detrás da Cortina de Ferro"; com o Queer Lisboa, numa antologia queer a propósito da 30ª edição do festival; e com o Operafest, no programa "Cine-Ópera", dedicado ao cruzamento entre cinema e ópera.
Em outubro, a programação inclui uma retrospetiva de Brigitte Bardot, um ano depois da morte da atriz, revisitando o seu papel como ícone da Nouvelle Vague entre as décadas de 1950 e 1960. Segue-se uma retrospetiva de Noémia Delgado, com destaque para o filme "Máscaras" e para a série televisiva "Contos Fantásticos", que retoma uma publicação e uma exposição anteriores, de 2024. O mês inclui também uma retrospetiva de Lino Brocka, em parceria com o Doclisboa e com a colaboração da artista filipina Khavn De La Cruz, apresentada como uma das mostras mais abrangentes da obra do realizador fora das Filipinas, acompanhada de uma edição dos "Cadernos da Cinemateca". Fecha o mês uma retrospetiva de Margaret Tait, dedicada à relação entre cinema e poesia ao longo de quatro décadas, dos anos 1950 aos 1990, com a presença do especialista Peter Todd e a exibição de filmes sobre a realizadora assinados por Luke Fowler, Ute Aurand e o próprio Todd.
Novembro traz Rita Azevedo Gomes como realizadora convidada, num programa em que apresenta filmes seus emparelhados com títulos da sua escolha, com a participação de Pierre Léon e o lançamento de um livro-catálogo. Arranca também uma retrospetiva de Frank Borzage dedicada ao melodrama, desde os pioneiros do género até ao início da década de 1960, que sucede a uma anterior mostra do realizador feita pela Cinemateca no início dos anos 1990 e que se prolonga até janeiro de 2027, acompanhada de uma edição especial.
Dezembro é dedicado a Hiroshi Shimizu, numa retrospetiva que a Cinemateca apresenta como extraordinariamente abrangente, a segunda maior mostra da obra do realizador japonês fora do Japão, em parceria com o National Film Archive of Japan e com a presença do jornalista e programador Clément Rauger. O ciclo tem sessões em dezembro de 2026, com repetições em janeiro e março de 2027, e é acompanhado de um livro-catálogo.
A programação decorre na Cinemateca Portuguesa, na Rua Barata Salgueiro, em Lisboa.
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