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Um consórcio europeu quer medir se ações de literacia mediática conseguem aumentar a resistência dos jovens à desinformação, através de questionários aplicados antes e após um encontro em Lisboa, num contexto marcado pelo impacto crescente da Inteligência Artificial (IA).
O projeto “ChangingTIDE”, do qual faz parte a Universidade Nova de Lisboa (UNL), vai organizar em junho um “Media Literacy Incubator” que reunirá cerca de 30 jovens europeus para discutir desinformação, democracia e regulação digital.
Ao contrário de muitas iniciativas centradas apenas na sensibilização, o consórcio pretende avaliar de forma concreta se estas ações produzem mudanças reais.
“Os participantes irão responder a um questionário antes e depois do evento”, explicou à Lusa o investigador da UNL e membro do projeto, Marco Lisi.
Segundo o investigador, o objetivo é medir alterações nas perceções, conhecimentos e competências relacionadas com a identificação de conteúdos desinformativos, avaliando se os participantes se tornam mais resilientes perante informação enganosa.
O mesmo método será aplicado posteriormente num encontro em Bruxelas, permitindo comparar resultados entre diferentes contextos europeus.
O projeto surge num momento em que instituições europeias reforçam mecanismos de regulação das plataformas digitais e procuram responder ao impacto crescente da IA na produção e disseminação de conteúdos ‘online’.
Para o consórcio, uma das maiores preocupações é a dimensão transnacional da desinformação.
“Muitas campanhas têm origem, circulação ou impacto para além de um único país”, afirmou Marco Lisi, sublinhando que narrativas e estratégias circulam entre diferentes países, adaptando-se aos contextos políticos, sociais e mediáticos.
A preocupação aumenta sobretudo em períodos eleitorais, quando determinados temas se tornam mais suscetíveis à manipulação e à polarização.
Para o académico, a IA veio intensificar este fenómeno, ao permitir produzir e adaptar conteúdos de forma “rápida, barata e cada vez mais sofisticada”.
O encontro em Lisboa terá sessões práticas sobre verificação de factos, resiliência digital e funcionamento das plataformas, além de debates sobre políticas europeias de combate à desinformação.
O evento destina-se a jovens entre os 18 e os 30 anos residentes em países elegíveis do Programa Europeu Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores (CERV).
Além das atividades de formação, quatro participantes serão selecionados como “Changemakers”, integrando processos de mentoria para desenvolver campanhas públicas de sensibilização sobre desinformação.
Para Marco Lisi, os jovens não devem ser vistos apenas como um grupo vulnerável, dado que “são muitas vezes os que têm melhores recursos, competências digitais e capacidade crítica para contrariar a desinformação”, defendeu.
O investigador considerou, no entanto, que persistem falhas na resposta política europeia ao fenómeno.
Entre as principais lacunas identificou a falta de transparência dos algoritmos das plataformas digitais, dificuldades na fiscalização das regras existentes e a necessidade de reforçar a regulação da comunicação política digital.
“Mais do que criar sempre novas regras, é essencial garantir a implementação efetiva das regras que já existem”, rematou.
Foto: © Liana S
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