Conteúdos
Agenda
COFFEELABS
Recursos
Sobre
Selecione a area onde pretende pesquisar
Conteúdos
Classificados
Notícias
Workshops
Crítica
Por
Partilhar

Uma instalação em grande escala que transforma a Galeria Municipal do Porto num ginásio onde os halteres são fragmentos de esculturas clássicas é um dos destaques da programação de 2026 da Galeria do Porto que assinala o 25.º aniversário.
“Em tempos sombrios, em tempos de ameaças, em tempos de guerra, queremos ter um espaço em que esta experimentação é medicinalmente útil e de purga de emoções perigosas. O programa de hoje responde a uma arte vitalista e uma arte desejante”, declarou Jorge Sobrado, vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, na apresentação pública da programação da Galeria Municipal do Porto para 2026.
Com uma ”aposta na diversidade artística” e em “experiências multidisciplinares”, o diretor artístico da direção e Arte Contemporânea da Ágora - Cultura e Desporto do Porto, João Laia, assume que o programa é “ambicioso” e que está muito “entusiasmado com os resultados de 2025”, mas ainda "mais entusiasmado" com o que está preparado para 2026.
A Galeria Municipal recebeu 180.644 visitantes, em 2025, um aumento de 134% em relação a 2024, anunciou Jorge Sobrado.
Durante a apresentação da programação, João Laia destacou a estreia em Portugal do artista da Lituânia Augustas Serapinas que vai transformar a Galeria Municipal do Porto num híbrido entre um ginásio e um gabinete de desenho.
“Um dos destaques é Augusto Serapinas [1990, Vilnius, Lituânia], em colaboração com o Museu Soares dos Reis. O Augustas é a ocasião perfeita. É um artista lituano e em estreia, e parte da ideia da academia clássica e um ginásio. A arte contemporânea vai mostrar um lado muito interativo. São cópias de esculturas clássicas, usando a extensa coleção de escultura do [Museu] Soares dos Reis, e essas cópias vão ser os pesos para exercitar o corpo. A galeria torna-se um espaço vivo e interativo”, explicou João Laia.
A instalação de Augustas Serapinas é de “grande escala”, vai estar patente em julho e vai transformar o piso térreo da Galeria Municipal num ginásio onde os “halteres das máquinas de fisiculturismo passam a fragmentos de esculturas clássicas, com referências que vão desde a cidade do Porto até ao universo da história da arte e da filosofia”, lê-se no dossiê de imprensa.
A programação da Galeria Municipal divide-se em três blocos e arranca com uma exposição individual do artista Silvestre Pestana, “uma figura incontornável da arte contemporânea do Porto e portuguesa” e “figura pioneira da poesia visual”, destacou João Laia.
A exposição apresenta uma nova instalação de grande escala intitulada “Colapso” e é sobre a influência da tecnologia na nossa sociedade e a sua análise “sobre os impactos e escombros da tecnologia”.
Outro dos destaques é a iniciativa “Comissões”, com o objetivo de “apoiar a produção de obras inéditas, mapeando a cena artística nacional” e que vai apresentar trabalhos de cinco figuras de diferentes contextos e gerações: Mauro Cerqueira, Joana Escoval, Sara Graça, Catarina Miranda e Mariya Nesvyetaylo.
A exposição “Pele do Mar” é pensada a partir da ideia do “sargaço” e vai incluir um filme e uma instalação de Eunice Pais, uma artista luso-moçambicana que vive e trabalha em Esposende e Porto.
O segundo bloco da programação começa em maio, vai até outubro e começa com a artista Pia Camil (Cidade do México, 1980), que traz uma instalação têxtil com peças de roupa em segunda mão, também de “grande escala”, que vai estar patente no terreiro da Galeria Municipal, contando com a participação da população do Porto.
Em novembro, o programa da Galeria abre com uma exposição sobre a vida e obra da artista Isabel Carvalho (1977), do Porto, já distinguida com o Prémio Amadeo de Souza Cardoso. A exposição vai “mapear cerca de 25 anos de trabalho de forma exaustiva”, disse João Laia.
Outra estreia é a apresentação dos artistas Basel Abbas e Ruanne Abou-Rahme, considerados uma das duplas “mais proeminentes na experimentação do som e da imagem dentro da arte contemporânea”, que entendem a instalação como “espaço simultaneamente ficcional e documental”.
Uma exposição da artista plástica portuense Leonor Parda (1986) apresenta um trabalho multidisciplinar que combina escultura, registos visuais e sonoros, dando continuidade a temas que caracterizam a sua prática ligada às dinâmicas de poder e estruturas sociais e a condição humana.
A programação inclui ainda as Conversas da Galeria para partilhar ideias entre arte e sociedade, com artistas e público em geral, 'workshops' com as escolas, concertos e, em Abril Febril, vai abordar os ideias democráticos em homenagem à atmosfera de Abril de 1974 e uma reflexão sobre o seu significado nos dias de hoje.
Ao longo do ano, a programação da Galeria Municipal apresenta a mistura da música folclórica galega de Carme López com o universo ‘pop’ da artista e produtora portuguesa emmy Curl, e a diáspora eletrónica entre Portugal e Cabo Verde com Fidju Kixora e a cultura cigana de La Familia Gitana.
Foto: © Ágora
Apoiar
Se quiseres apoiar o Coffeepaste, para continuarmos a fazer mais e melhor por ti e pela comunidade, vê como aqui.
Como apoiar
Se tiveres alguma questão, escreve-nos para info@coffeepaste.com
Mais
INFO
CONTACTOS
info@coffeepaste.com
Rua Gomes Freire, 161 — 1150-176 Lisboa
Diretor: Pedro Mendes
Inscreve-te na mailing list e recebe todas as novidades do Coffeepaste!
Ao subscreveres, passarás a receber os anúncios mais recentes, informações sobre novos conteúdos editoriais, as nossas iniciativas e outras informações por email. O teu endereço nunca será partilhado.
Apoios