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A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou ontem uma recomendação do PS pela promoção de programação cultural evocativa da memória de Luís Represas, que morreu na semana passada, aos 69 anos.
A recomendação da vereação socialista foi discutida em reunião pública da CML, nos Paços do Concelho, e aprovada por unanimidade.
“Importa assegurar que esta homenagem não se esgote na evocação institucional do momento do seu desaparecimento, contribuindo antes para preservar e divulgar junto das gerações presentes e futuras o legado artístico de Luís Represas, fundador e voz dos Trovante, cuja obra constitui parte integrante da memória coletiva da cidade e da música portuguesa”, refere o PS no documento.
A CML aprovou, assim, recomendar aos serviços municipais competentes que promovam contactos com o Bar Xafarix, enquanto espaço intimamente ligado ao percurso artístico de Luís Represas, para o desenvolvimento de iniciativas culturais evocativas da sua memória, bem como que seja estudada a realização de um programa comemorativo dedicado à vida e obra do músico, em articulação com os membros do Trovante, familiares, amigos, entidades culturais e outros artistas que com ele colaboraram.
Entre os pontos da recomendação está também a avaliação, por parte da CML, da possibilidade de integrar as iniciativas na programação cultural anual do município, “contribuindo para preservar e divulgar o legado artístico de Luís Represas e a sua profunda ligação à cidade de Lisboa”.
Luís Represas nasceu em Lisboa, em 1956. Aos 20 anos fez parte do núcleo fundador dos Trovante, que se estreou com o álbum "Chão Nosso" e ganhou dimensão nacional ao terceiro álbum, "Baile no Bosque", em 1981.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com os companheiros de sempre, no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Para abril de 2027, tinha marcado dois concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto.
Criador de canções como "Perdidamente", "Feiticeira" e "Timor", em 2005 Luís Represas foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador. Em 2016, recebeu a Medalha da Ordem de Timor-Leste.
Na reunião de ontem foi também aprovada por escrutínio secreto a atribuição das Medalhas Municipais de Mérito Cultural à escritora franco-marroquina Leila Slimani, com 16 votos a favor e um contra, e ao ator Rúben Alves, realizador do filme A Gaiola Dourada (2013), por unanimidade.
A atribuição destas medalhas foi proposta pelo vereador da Cultura, Diogo Moura (CDS-PP).
Foto: © Pedro Mendes
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