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O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou hoje que os trabalhadores da Lusa não querem voltar atrás relativamente às regras de governação, apesar das várias manifestações que realizaram em contrário.
“Tenho ouvido alguns a protestarem muito com as regras de governação novas, e eu pergunto, querem voltar atrás?”, questionou, retoricamente, o governante na Conferência da UGT “Work Voice Summit” sob o mote “O serviço público de media no centro da democracia”.
O ministro voltou a colocar a questão se os trabalhadores querem voltar “à altura em que a empresa era pequenina e só tinha um administrador e não três” e “em que os trabalhadores não tinham assento num conselho consultivo para se pronunciarem sobre a governação”.
Em resposta àquelas questões, Leitão Amaro afirmou “claro que não querem”.
Na semana passada, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) considerou que a reestruturação da agência Lusa "não está conforme com o quadro normativo aplicável" nem com as recomendações e "boas práticas do funcionamento independente de um meio de comunicação social público".
Numa deliberação divulgada no dia 09 de setembro, a ERC destaca que essa não conformidade, "à data de hoje e por todo o mandato de quatro anos do atual conselho de administração", terá efeitos "que se antecipam de relevo, desde logo em sede de perceção pública nacional, europeia e internacional" sobre "os níveis de independência da Lusa face ao poder político".
No dia 11 de setembro, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) defendeu que o Governo tome medidas para garantir o “regular funcionamento estatutário” da Lusa.
“Com a discussão dos estatutos em sede de especialidade, apelamos para que não se ignore a deliberação da ERC: a independência da Lusa, a autonomia da sua redação e o respeito pela liberdade de imprensa exigem defesas sérias e removidas da discricionariedade dos interesses partidários”, sustenta o SJ em comunicado.
Foto: © Obi | Unsplash
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