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Odemira recebe entre 3 e 5 de outubro a edição zero da Bienal Arte e Ciência de Odemira (BO), um novo evento cultural com curadoria de Hugo Cruz que tem como tema "Tentemos". O programa reúne conversas, caminhadas, oficinas, instalações e concertos distribuídos por vários espaços do concelho, entre eles o Jardim de Sousa Prado, a Antiga Abastecedora, a Biblioteca Municipal José Saramago e o Terminal Rodoviário de Odemira.
A Bienal arranca a 3 de outubro, às 15h00, no Jardim de Sousa Prado, com a sessão de abertura, seguida da apresentação da Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino. O mesmo dia inclui a inauguração da instalação "Selva Coragem", um jardim composto por plantas emprestadas pela comunidade de Odemira, criado pelo Teatro do Frio a partir de uma residência aberta na Antiga Abastecedora, e a conversa "Tentemos Confluências entre Arte e Ciência", que junta Mariana Dias Coutinho e Diogo Dias Coutinho (Project Earth), Marta de Menezes e Luís Graça (Cultivamos Cultura) e Catarina Lacerda e Rodrigo Malvar (Teatro do Frio). A jornada de abertura encerra com a oficina performativa "PartyLab", de Álvaro Valls, na Igreja da Misericórdia.
No dia 4, destaque para a inauguração da instalação "(enlaça o ficar!)", do artista visual Carlos Noronha Feio, na Biblioteca Municipal José Saramago, e para o concerto de Adam Ben Ezra, contrabaixista e compositor com carreira internacional, no Terminal Rodoviário de Odemira. O dia inclui ainda a conversa "Tentemos o Lugar", com a arquiteta paisagista Aurora Carapinha e a coreógrafa Madalena Victorino, e a caminhada-conversa "Tentemos Falar sobre Arte Pública", com Gonçalo Condeixa, Thomas Wimmer e Carlos Noronha Feio.
A programação encerra a 5 de outubro com "Tentemos", uma criação coletiva da ondamarela com a comunidade do concelho de Odemira, que conta com a participação de Gisela João e reúne memórias, histórias e paisagens sonoras do território recolhidas junto de associações, coletivos musicais e artistas locais. A Bienal termina com um jantar comunitário no Cerro do Peguinho, seguido de atuações das DJs Lava Gull & Hi-Faï e Xitãozinho.
Ao longo dos três dias decorre ainda o Encontro Internacional de Programadores e Curadores, que reúne profissionais da cultura nacionais e internacionais para conhecer o ecossistema artístico de Odemira, e a oficina de estampagem "Raubdruckerin", com a artista berlinense Emma-France Raff.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, a Bienal nasce do Plano Municipal de Cultura 2030 e da aposta do município em fazer da cultura uma das forças estruturantes do território. Para o curador Hugo Cruz, esta edição zero assume-se como um primeiro gesto de uma plataforma que se quer de criação, experimentação, formação e programação, cruzando práticas artísticas, ciência, pensamento crítico e participação.
A entrada nas atividades da Bienal Arte e Ciência de Odemira é gratuita, com programação disponível em vários locais do concelho entre os dias 3 e 5 de outubro.
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