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Artistas de cinco países diferentes competem pelo prestigiado prémio de 150 mil euros
O Salavisa European Dance Award (SEDA) revelou os cinco finalistas que irão disputar o prémio no valor de 150 mil euros, que será entregue em novembro, numa cerimónia na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Os nomeados representam uma diversidade de práticas coreográficas e geográfica, incluindo artistas da Itália, Austrália, Holanda, México e África do Sul.
A italiana Chiara Bersani, o australiano Dan Daw, o neerlandês Jefta van Dinther, o mexicano Lukas Avendaño e a sul-africana Mamela Nyamza foram selecionados por um Comité de Nomeação composto por representantes de nove instituições europeias que constituem o SEDA, entre as quais a Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal), Sadler's Wells (Reino Unido), Mercat de les Flors (Espanha) e Tanzquartier Wien (Áustria).
O trabalho dos cinco finalistas será agora avaliado por um júri independente, constituído por três conceituados especialistas de dança: Ilgaz Gurur Ertem, académica e curadora turca; La Ribot, coreógrafa espanhola pioneira da dança contemporânea; e River Lin, artista e curador taiwanês baseado em Paris.
Quem são os finalistas
Chiara Bersani, artista, coreógrafa e ativista italiana, destaca-se pelo seu trabalho sobre a acessibilidade de artistas com deficiência nas artes performativas. A sua prática é definida pela precisão radical, profundidade conceptual e urgência política, desafiando as estéticas dominantes de virtuosismo e produtividade.
Dan Daw, artista e produtor australiano, começou a trabalhar no Restless Dance Theatre em 2002 e é atualmente artista associado da Sadler's Wells, em Londres. Fundou a Dan Daw Creative Projects, uma companhia liderada por pessoas com deficiência que esbate as fronteiras entre teatro, dança e ativismo, promovendo mudanças sistémicas no setor.
Jefta van Dinther, coreógrafo, bailarino e professor neerlandês, é considerado um dos coreógrafos mais visionários da sua geração. No centro da sua criação está a questão do que significa ser humano, examinada na relação com a sociedade, a comunidade, o ambiente e outras formas de vida. Desenvolve uma linguagem coreográfica em que o corpo se move dentro de constelações imersivas de luz, som e materiais.
Lukas Avendaño, artista, coreógrafo, antropólogo e ativista mexicano, inspira-se na muxeidad - o sistema social e de género zapoteca que desestabiliza a dicotomia colonial homem/mulher. O seu trabalho emerge como uma tecnologia de memória e sobrevivência, explorando intensamente sexualidade, indigeneidade e poder. Como ativista, enfrenta uma das crises mais urgentes nas Américas: o desaparecimento e assassinato de pessoas, entre os quais o seu irmão.
Mamela Nyamza, bailarina, professora, coreógrafa e ativista sul-africana, foi alvo de rejeição no ensino superior devido à sua estrutura corporal, o que a levou a dedicar-se à temática da política do corpo. Explora uma prática enraizada no feminismo, na crítica decolonial e num compromisso com a justiça social. Criou a organização MAMELAS ARTISTIC MOVEMENT, que oferece um espaço criativo a bailarinos marginalizados devido às políticas do corpo.
Um prémio em homenagem a Jorge Salavisa
Criado em 2023 pela Fundação Calouste Gulbenkian e outras instituições culturais europeias, o SEDA homenageia o legado do bailarino, professor e diretor artístico português Jorge Salavisa (1939-2020). Atribuído de dois em dois anos, este prémio europeu de dança destina-se a artistas de qualquer parte do mundo que demonstrem talento ou qualidades especiais que mereçam extravasar as suas fronteiras nacionais.
O prémio, no valor de 150 mil euros, quer afirmar-se como um incentivo a artistas com maturidade artística, sem categoria etária estritamente definida e que ainda não tenham alcançado grande visibilidade no circuito europeu devido ao seu discurso artístico ou à sua origem social e cultural.
Foto: O Salavisa European Dance Award de 2024 foi atribuído a Dorothée Munyaneza (Ruanda/Reino Unido/França) e a Idio Chichava (Moçambique). @ Fundação Calouste Gulbenkian
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