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Três obras de Mário Zambujal, entre elas a "Crónica dos Bons Malandros", vão ter novas edições, celebrando os 90 anos do escritor, que completa em 05 de março, e os mais 45 de carreira literária, anunciou hoje a sua editora.
Os títulos selecionados são “Cafuné”, “Dama de Espadas” e “Crónica dos Bons Malandros” que serão prefaciados, respetivamente, pelo atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e os escritores Rita Ferro e Gonçalo M. Tavares, indica a editora Clube do Autor.
“Cafuné” (2012) “centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar”, segundo nota da editora Clube do Autor.
Marcelo Rebelo de Sousa, no prefácio a esta obra, refere-se ao autor como "o cronista de um tempo síntese de muitos tempos", com os seus "heróis, anti-heróis, heróis mesmo" e "pormenores que são a raiz ou brotam da raiz das coisas". E também "com humor à solta".
Humor sincero, mesmo que amargo. Crítico. Crítico de tipos. De estilos. De injustiças pessoais. E, sobretudo, sociais. (…) No entanto, sempre ao serviço de uma livre, independente, mas solidária e exigente alegria de viver".
“Dama de Espadas. Crónica dos Loucos Amantes” (2010), por seu lado, é “um romance entrecortado por episódios imprevisíveis que enlaçam mistério e comicidade. Só nas últimas páginas; uma história fértil de surpresas”, escreve Rita Ferro no prefácio.
Para a autora de "O Surpreendente Silêncio dos Homens", "chegou a hora" de apresentar aquele romance de Mário Zambujal "às novas gerações como dever civilizador de uma comunidade, dando testemunho de quem, neste país subjugado durante tantos anos, entreviu alguma luz na noite dos tempos, abrindo caminho aos vindouros".
O romance “Crónica dos Bons Malandros” (1980) marcou a estreia literária de Zambujal e tornou-se um sucesso, quando o autor era o conhecido 'pivot' do "Domingo Desportivo" na RTP1.
O enredo centra-se num bando de gatunos ineptos que prepara o roubo de uma peça de René Lalique do Museu Gulbenkian, e inspirou o filme homónimo de Fernando Lopes, rodado em 1984.
A obra deu ainda origem a uma série televisiva realizada por Jorge Paixão da Costa, em 2021, e a um musical, em 2011, dirigido por Francisco Santos em colaboração com o autor.
Para Gonçalo M. Tavares, esta é "A síntese divertida de uma tragédia". "Não se trata da queda de quem quis subir, mas bem pior do que isso: a queda de quem quis descer (da malandragem para o crime a sério). Um livro divertido, rápido, que nos lembra que também já fomos novos (e isso é bondade e maldade ao mesmo tempo)".
Mário Zambujal começou a carreira jornalística no jornal A Bola, como correspondente, ao qual se manteu ligado durante anos. Foi chefe de redação d'O Século, dirigiu o Mundo Desportivo, pertenceu aos quadros do Diário de Lisboa e do Diário de Notícias, foi o primeiro diretor do semanário Se7e.
Foi ainda subdirector do Record e diretor interino do Tal & Qual, além de ter passado por quase todas as redações que então se concentravam no eixo Bairro Alto - Avenida da Liberdade. No Diário de Lisboa, esteve com Luís de Sttau Monteiro na edição do suplemento semanal A Mosca. Foi colunista no diário 24 Horas. Dirigiu o Jornal Sénior, publicado entre 2013 e 2014.
A sua produção literária inclui “Histórias do Fim da Rua” (1983), “À Noite Logo se Vê” (1986), “Fora de Mão” (2003), “Primeiro as Senhoras” (2006), “Já não se Escrevem Cartas de Amor” (2008), “Uma Noite não são Dias” (2009), “Dama de Espadas” (2010), “Longe não é um Bom Lugar”(2011), “Cafuné” (2012), “O Diário Oculto de Nora Rute” (2013), "Serpentina" (2014), “Talismã – A Desordem Natural das Coisas” (2015), “Romão e Juliana” (2016), “Então, Boa Noite” (2018), “Rodopio” (2019), "Fabíolo" (2021), "Pirueta" (2022), "Fora de Mão" (2023). Foi coautor das paródias "O Código D'Avintes" e "Os Novos Mistérios de Sintra", com Alice Vieira, João Aguiar, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, Rosa Lobato de Faria.
Em 2020, o festival literário Escritaria, em Penafiel, homenageou-o e à sua obra.
Mário Zambujal foi condecorado em 1984 com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 2016, recebeu a medalha de Mérito Cultural da Câmara de Lisboa e, em 2022, a Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica, na capital, homenageou-o com um mural, de autoria de Mariana Duarte Santos, na Estrada de Benfica.
Em 2025, o Clube de Jornalistas distinguiu a sua “longa carreira jornalística” com o prémio Gazeta de Mérito.
Também no ano passado foi publicado o seu mais recente livro, “O Último a Sair”, um romance policial, que inclui outra ficção “Conto Final. Parágrafo”.
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