Se tens entre 16 e 22 anos e te interessas por música, dança ou teatro, esta é a tua oportunidade de integrar o processo de criação de "Antigonae", um projeto dirigido por Mónica Calle.
Inspirado na tragédia "Antígona", de Sophocles, e na ópera de Carl Orff, este trabalho aborda temas como coragem, resistência e a força da juventude na transformação do mundo. Quem é responsável pelas regras? Como podemos questioná-las? Como podemos criar novas formas de existir e nos expressarmos através de um objeto artístico?
O projeto será um espaço de experimentação e colaboração, onde o trabalho focado na ideia de coro – combinando música e dança – será o ponto de partida para a construção de um espetáculo. Não precisas de experiência prévia, apenas de curiosidade, energia e vontade de participar num processo criativo.
Se queres fazer parte desta experiência e explorar o poder do processo criativo e do coletivo, inscreve-te já!
A participação é gratuita!
Podes inscrever-te até às 23h59 do dia 7 de Abril de 2025
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Antigonae é uma ópera em cinco atos - com tradução alemã de Friedrich Hölderlin - criada em 1949 pelo compositor alemão Carl Orff, baseado na tragédia de Sophocles - "Antígona" - que trata a coragem de uma jovem adolescente em opor-se e reagir contra uma decisão arbitrária do sistema.
A Antígona, de Sophocles, segundo George Seitner é um dos actos duradouros e canónicos no interior da nossa consciência filosófica, literária e política. As diferentes interpretações ao longo dos tempos continuam a dar forma ao nosso sentido de nós próprios e do mundo, dramatiza a interpretação do íntimo e do público, da vida individual e da vida histórica.
A peça gira em torno da imposição política que pesa sobre o espírito individual, em torno da violência que a transformação social e política insinua na interioridade de cada um. Polariza elementos essenciais do discurso sobre o homem e a sociedade, tal como este tem sido articulado ao longo da história do ocidente. Aborda os sobressaltos da juventude confrontada com imperativos de poder arbitrários, as irrupções quotidianas anárquicas e utópicas contra a superfície polida do realismo e das soluções da facilidade da rotina.
O trabalho a partir da ópera de Carl Orff permite desenvolver-se focado na ideia de coro - eixo da combinação de música e dança. Mónica Calle propõe desenvolver um trabalho, articulado com componente de formação, com jovens entre os 16 e os 20 anos de idade, que tenham interesse nas áreas da dança e da música, para pensarem em conjunto no objeto artístico performático, juntando diferentes interesses artísticos ao pensamento sobre o território e o teatro num debate criativo acerca do papel dos mais jovens na sociedade.
Como será que os mais novos, neste caso jovens interessados na música e na dança, podem, a partir de materiais e obras de autores clássicos (que não são, à partida, os seus) conseguir olhar e trabalhar sobre uma transformação? Como conseguem entender e problematizar a sua realidade, do presente e do seu futuro? Que papel é ou pode ser o seu? Sobre o poder de analisar. Sobre o poder de contestar, mas também de preservar, numa ideia de futuro. Estimulando a autonomia e a capacidade de intervir através das artes nas suas diferentes valências. Inovadora e urgente na atualidade conflituosa atual.