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Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui

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Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui

Data

12 a 15 março

Local


Sala de Teatro do Clube Estefânia
Lisboa

Preço

Preço entrada - 12,50€ Descontos >65 e <30; DIA DO ESPECTADOR; Espetáculo e Parceiros; Residentes Arroios

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Sinopse

“Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui” retrata as republicanas e ativistas pelos direitos das mulheres Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo e Adelaide Cabete, as suas reivindicações e conquistas no séc. XX, e a relação com questões atuais como o feminicídio, a assimetria de oportunidades laborais e a objetificação das mulheres.

Entre as suas várias ações, Ana de Castro Osório publicou aquele que é considerado o primeiro manifesto feminista português e impulsionou a promulgação da Lei do Divórcio e as Leis da Família. Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher a realizar uma cirurgia e a votar em Portugal. Adelaide Cabete lutou pela alfabetização das mulheres, por melhores cuidados de saúde e higiene para as grávidas e para as crianças. Estas mulheres, através do conhecimento e das suas ações, conquistaram direitos de que ainda hoje usufruímos.

“Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui” pretende divulgar as vidas e as obras destas mulheres, refletir sobre a marginalização delas na História portuguesa e contribuir para originar outros imaginários de feminino nas antigas e nas novas gerações. Simultaneamente, questionar sobre quais os direitos ainda faltam ser conquistados e sobre quais as crenças e os interesses instalados há séculos, ainda vigentes na nossa sociedade, que contribuem para a perpetuação de um imaginário que promove um papel de submissão e inferioridade às mulheres e casos de violência como feminicídios.
Lisboa
Escola de Mulheres
Ana, Carolina e Adelaide: ainda estamos aqui

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Address

Lisboa
915039566
A ESCOLA de MULHERES -OFICINA DE TEATRO, cujo nome foi beber inspiração à peça de Molière “L’école des femmes”, foi criada em 1995 em Lisboa por Fernanda Lapa, Cucha Carvalheiro, Isabel Medina, Marta Lapa, Cristina Carvalhal, Aida Soutullo e Conceição Cabrita.

Um conjunto de mulheres de gerações diferentes e experiências diversas e reconhecidas mas com o sentimento comum do papel de subalternidade a que a mulher foi sendo reduzida no Teatro português, quer na condução dos processos criativos, na política de repertórios ou no relacionamento com os poderes instituídos, bem como, de um modo geral, nas tarefas que envolvam poder de decisão.

Pretendeu-se, desde sempre, privilegiar a criação e o trabalho feminino no Teatro e promover e divulgar uma nova dramaturgia de temática e escrita femininas, quer nacional, quer estrangeira, na medida em que o repertório habitualmente representado nos nossos palcos não refletia o papel que nas últimas décadas a Mulher tem vindo a desempenhar, assim como as novas contradições que daí advêm, vinculando quase sempre pontos de vista masculinos sobre as mulheres e reproduzindo universos tipicamente masculinos.

A 8 de Março de 1995 a ESCOLA de MULHERES apresentou publicamente o seu manifesto por ocasião de um espetáculo a partir de textos de autoras portuguesas e que decorreu na Sociedade Portuguesa de Autores.

FERNANDA LAPA (1943-2020) diretora artística da companhia ao lado de MARTA LAPA, até à sua morte, foi um elemento basilar, desde a fundação da companhia, na idealização, concretização e afirmação de uma linha artística de qualidade, assente no Manifesto da Escola de Mulheres (1995) que visou sempre enaltecer o trabalho das mulheres nas artes, em geral e no teatro em particular (autoras; encenadoras; atrizes; dramaturgas; tradutoras; técnicas; produtoras; etc), para além de ter sempre feito refletir nas suas produções problemáticas transversais a toda a sociedade como as questões de género, da desigualdade social, entre outras.

Seria expectável que passados 28 anos, todas essas questões levantadas pelo grupo de mulheres que fundou a Escola de Mulheres, estivessem menos presentes no panorama das artes e da sociedade em Portugal, por já não serem necessárias, contudo elas mantêm-se e são ainda mote de continuidade e afirmação.

A direção artística da Escola de Mulheres, desde setembro de 2020 é assumida por MARTA LAPA e RUY MALHEIRO.

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