10-10-2026
16H30–17H00
> FonoVoz / PhonoVoice: VideoBox – vídeos de performances de poesia sonora em grande ecrã / videos with sound poetry performances on big screen:
17H15–18H30
> Mesa Redonda | Round Table > Manuel Portela, Rui Torres, Hannah Silva, Eduard Escoffet
Performances
21H00 – 22H00
> Hannah Silva
22H00 – 23H00
> Eduard Escoffet
FONOVOZ 2026 - Exílio Asilo
O FONOVOZ de 2026 tem o seu eixo de ação e de sentido na oscilação fonética entre “exílio” e “asilo”. Neste par de palavras subentendemos uma ética de escuta e acolhimento dos múltiplos sons das múltiplas vozes. Como dizer, através da voz, um mundo que produz refugiados sem oferecer refúgio? Como dizer a arbitrariedade da fronteira e da deslocação forçada? É essa a interpelação que o festival faz ao momento presente: como se exila o som de uma voz? Que asilo se encontra no som de uma voz? Os quatro autores foram convidados a preparar as suas performances a partir desta ideia, incluindo a criação de uma peça original. O mesmo princípio foi usado na curadoria dos vídeos, selecionados do arquivo histórico e contemporâneo, com base na premissa de que o poema sonoro pode ser espaço de exílio e lugar de asilo.
Hannah Silva é uma escritora e performer que aborda grandes ideias através da inovação formal e de uma abordagem profundamente lúdica à linguagem, à voz e à tecnologia. Conhecide pelas suas acrobacias vocais, pelo uso de loops poéticos e pela exploração queer da inteligência artificial, o seu trabalho abrange não-ficção, poesia sonora, oito dramas radiofónicos para a BBC e duas décadas de experiências performativas amplamente aclamadas pela crítica. As suas memórias pouco convencionais, My Child, the Algorithm (2023), entrelaçam experiências de amor e parentalidade queer a solo com conversas entre uma criança pequena e um modelo de linguagem open source inicial, imperfeito e cheio de falhas. O álbum Talk in a bit, que funde poesia sonora, linguagem, percussão e eletrónica, foi considerado um dos 25 melhores discos de 2018 pela The Wire. A sua muito aguardada segunda coleção de poesia, Crow, Pirate, Fly, encontra-se disponível através da Bad Betty Press. https://www.hannahsilva.co.uk/
Eduard Escoffet (Barcelona, 1979) é poeta e artista sonoro. Ao longo da sua trajetória, explorou diversas vertentes da criação poética — incluindo poesia visual, poesia escrita, instalação, poesia oral e ação poética — embora o seu trabalho se tenha centrado sobretudo na poesia sonora e na performance ao vivo. Apresentou a sua obra em numerosos centros culturais, festivais e encontros internacionais. É autor dos livros de poesia Gaire (Pagès, 2012), El terra i el cel (LaBreu, 2013), Menys i tot (LaBreu, 2017) e Lírica de consum (LaBreu, 2025), bem como do livro de artista Estramps, realizado em colaboração com Evru (2011). Entre 2009 e 2016 integrou a banda de música eletrónica Bradien, com a qual publicou os álbuns Pols (spa.RK, 2012) e Escala (spa.RK, 2015). Atualmente, é membro do projeto Barba Corsini, responsável pela edição do disco Un nou incendi (Bankrobber, 2021). Em 2023 publicou Bastida, integrado na coleção VOXXX (Sonhoras-Erratum), um trabalho que reúne vários poemas sonoros e improvisações vocais. Foi codiretor do Barcelona Poesia – Festival Internacional de Poesia de Barcelona entre 2010 e 2012, e dirigiu o festival de práticas poéticas contemporâneas PROPOSTA, no CCCB de Barcelona, entre 2000 e 2004. Leciona atualmente poesia sonora no Mestrado em Arte Sonora da Universidade de Barcelona. Em 2018 foi finalista do Prix Bernard Heidsieck, atribuído pelo Centre Pompidou e pela Fondazione Bonotto. https://propost.org/escoffet/