asses.masses é um videojogo concebido para ser jogado em palco e ao vivo pelo público num teatro, uma pessoa de cada vez. Conta a história épica de um conjunto de burros desempregados (asses) que tentam recuperar os seus empregos, enquanto enfrentam os perigos de uma sociedade pós-industrial da qual foram dispensados.
Como experiência, asses.masses é uma viagem colaborativa que o público faz, na qual o videojogo é jogado do início ao fim numa única sessão ao longo de cerca de 8 horas, 10 episódios e 4 intervalos (com comida e bebida). Foi concebido para que, enquanto aquela que foi eleita líder se apodera dos meios de produção (o comando), as restantes pessoas do público assistam ao desenrolar da história, incentivem quem joga, façam sugestões e ajudem a tomar decisões.
Atrevido, político e uma mistura de A Quinta dos Animais com Pokémon com Final Fantasy, asses.masses entrega o controlo ao público e convida-o a descobrir o espaço entre o trabalho que nos define e o jogo que nos liberta.
Patrick Blenkarn e Milton Lim são artistas conceptuais que exploram questões sobre o valor social da arte, o trabalho digital e o potencial político dos jogos. Com formação em performance, filosofia, psicologia e media digital, a dupla desenvolve colaborações que tomam a forma de videojogos, instalações participativas, arquivos digitais e jogos de cartas.
São também cofundadores do arquivo nacional canadiano de vídeo de performance (videocan) e criadores de vários projetos que já passaram pelo Canadá, Alemanha, Argentina, México, Itália, Turquia, Reino Unido e EUA. Os próximos projetos incluem dam.nation, sobre a história real de vinte castores canadianos adquiridos pelo governo argentino em 1946, e DRAGONS, um espetáculo para jovens públicos sobre poder, hierarquia e dragões adolescentes. Depois de passarem pelo Teatro Municipal do Porto em 2025, estreiam-se agora no TBA.
ACESSIBILIDADE
asses.masses é um jogo coletivo, no qual quem quiser pode jogar.
A duração do espetáculo depende das escolhas feitas pelo público ao longo do jogo.
Haverá quatro intervalos, com comida e bebida.
O espetáculo contém luzes estroboscópicas, temas como saúde mental, suicídio, brutalidade policial e representações sexuais.