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A um mês da cerimónia dos prémios Emmy, marcada para 14 de setembro em Los Angeles, a minissérie “Adolescência”, da Netflix, parte com 13 nomeações e a ambição de transformar a forma como o público discute a violência juvenil.
Durante a primeira edição da conferência Televerse, em Los Angeles, o criador e protagonista Stephen Graham sublinhou que a intenção foi clara desde o início: “Queríamos que as famílias assistissem juntas. Que largassem o telemóvel e vissem em coletivo”, afirmou.
Graham, que interpreta Eddie Miller, o pai de um adolescente acusado de homicídio, explicou ainda que a escolha do formato de filmagem contínua visou agarrar o espectador. “Acreditei que era uma história que podíamos contar e que o formato iria envolver a audiência.”
Escrita em parceria com Jack Thorne, a série nasceu da vontade de expor um tema que tem ganho relevo no Reino Unido. “Porque é que estamos a ver rapazes a atacar raparigas, tantos crimes com facas?”, questionou Thorne. A investigação da dupla deu origem a uma narrativa que rapidamente se tornou fenómeno mundial: “Adolescência” é já a segunda série em inglês mais vista de sempre na Netflix, apenas atrás de Wednesday, com 141,2 milhões de exibições.
O impacto ultrapassou o ecrã e gerou debate político no Reino Unido, chegando ao parlamento.
Entre os nomeados aos Emmys está Owen Cooper, que poderá tornar-se o mais jovem de sempre a vencer um prémio na categoria de Melhor Ator Secundário em Série limitada ou de antologia. O jovem de 15 anos foi escolhido entre mais de 500 candidatos e inspirou-se no que via diariamente em Manchester. “Crimes com facas aconteciam o tempo todo, eu tinha noção disso desde os nove anos”, recordou.
Para Graham, era essencial que o protagonista fosse retratado como um rapaz de família “convencional”, para demonstrar como a violência pode emergir sem um historial de problemas domésticos. “A audiência é levada a perceber ao mesmo tempo que a família aquilo que o filho fez”, explicou.
A abordagem técnica também foi determinante: semanas de ensaios permitiram rodar a série sem cortes, algo raro em televisão. “Nem pensávamos, dizíamos o que era para dizer porque estávamos presentes no momento”, resumiu Graham.
Além de Cooper e Graham, estão nomeados Erin Doherty, Christine Tremarco e Ashley Walters, bem como Philip Barantini, candidato ao Emmy de Melhor Realização. A produção concorre ainda à categoria principal de Melhor Série Limitada ou de Antologia.
Foto: © Netflix
Notícia adaptada. Fonte: LUSA
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