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Alkantara Festival 2026 abre com a despedida do Cão Solteiro

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COFFEEPASTE
October 12, 2026

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Alkantara Festival 2026 abre com a despedida do Cão Solteiro

O Alkantara Festival regressa a Lisboa de 13 a 29 de novembro. Esta edição traz 17 propostas de dança, teatro e performance, distribuídas por várias salas da cidade, e um programa paralelo de oficinas, conversas, uma conferência, uma masterclass e noites no ponto de encontro. "Em 2026 o Alkantara é um festival que começa com um fim", escreve David Cabecinha no texto de apresentação. Cabecinha partilha a direção artística com Carla Nobre Sousa.


Esse fim é o do Cão Solteiro. Em "Menos de Cão Solteiro & André Godinho", a estrutura celebra o encerramento de 29 anos de atividade. O espetáculo-festa vai estar na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II de 13 a 15 de novembro. Junta a filmagem de excertos de um filme em tempo real, cenas teatralizadas em torno dessa filmagem, a desmontagem dos aparatos cinematográficos e teatrais e uma festa com DJ Cansada. Toda a equipa vai estar em palco até ao esvaziamento total da cena. "É um fim decidido e todas as pessoas que alguma vez foram Cães estão convocadas para a festa", lê-se na nota da companhia. A 15 de novembro, às 19h00, há uma festa de finissage na Casa Independente.


Também a 13 de novembro, o coletivo MeioFio assina a festa-performance de abertura, "A vida é uma fruta na boca do sol", no DISASTER, entre as 22h00 e as 4h00. No mesmo fim de semana, de 13 a 15 de novembro, Jaha Koo apresenta "Haribo Kimchi" no Teatro do Bairro Alto. O artista combina música, vídeo e performers robóticos para pensar a comida como refúgio de quem vive deslocado da sua cultura.


A dança ocupa uma parte central do programa. Dorothée Munyaneza estreia "Shikama" no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, de 14 a 16 de novembro, numa criação partilhada com Inés Sybille Vooduness e Matthew Jamal. A 14 de novembro, no foyer do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Alessandro Sciarroni apresenta "Save the Last Dance for Me", um dueto a partir da Polka Chinata, uma dança de cortejo bolonhesa quase extinta. O moçambicano Idio Chichava apresenta "Dzudza", para 12 intérpretes, a 17 de novembro no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. A peça parte da atmosfera do Mercado de Xiquelene, nos arredores de Maputo. Integra o Prémio Salavisa European Dance Award, cuja cerimónia de entrega de 2026 acontece depois do espetáculo.


Seguem-se "Este Mundo", de Dançando com a Diferença e Bouchra Ouizguen, no CCB a 19 e 20 de novembro. De 20 a 22 de novembro, Inés Sybille Vooduness e Malvin Puerca de Goma apresentam "Cadências crioulas, dez mil vezes desdobradas" no Teatro do Bairro Alto. Nos mesmos dias, Bilal El Had apresenta "Ch'ttahh" na Black Box do CCB, uma peça sobre o Chaabi marroquino e as histórias de masculinidade que o atravessam. Ainda de 20 a 22 de novembro, nos Jardins do Bombarda, chega "Espiões – Apocalypse How", a terceira edição do projeto de Filipa Francisco. Desta vez, Sónia Baptista coreografa Miguel Pereira, Filipa Francisco, Francisco Camacho e Sílvia Real. De 21 a 23 de novembro, Ana Rita Teodoro e Márcia Lança apresentam "Coisa-Ponta" no CAM, um dueto que parte do surrealismo.


No teatro e na performance, Muna Mussie apresenta "Cinema Impero" no Museu Nacional de Arte Contemporânea a 14 e 15 de novembro. A experiência é para uma pessoa de cada vez e trabalha imagens de arquivo do Instituto Luce, criado pelo regime fascista italiano. Os Rimini Protokoll trazem "Mali Futuro Live" à Culturgest a 21 e 22 de novembro: um filme rodado ao vivo em Bamako, acompanhado em palco por um músico-griot. Na mesma sala, de 26 a 28 de novembro, Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo apresenta "The Brotherhood", o segundo capítulo da Trilogia Cadela Força, cujo primeiro capítulo passou pelo festival em 2024. O espetáculo dura 3h40, com intervalo, e é para maiores de 18 anos.


A última semana inclui ainda "Please, Love Me!", de Cleo Diára, no Teatro do Bairro Alto de 27 a 29 de novembro. Ali Chahrour apresenta "Quando vi o mar" na Sala Garrett do D. Maria II a 27 e 28 de novembro. Em palco, três trabalhadoras domésticas migrantes no Líbano contam as suas próprias histórias. A encerrar, a 28 e 29 de novembro, Tita Maravilha e Vânia Doutel Vaz apresentam em simultâneo, no MAAT, as performances inéditas "Prato Feito" e "REPARA". Ambas dialogam com a exposição "Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP".


O ponto de encontro do festival volta a funcionar na Casa Independente, com curadoria de DIDI, karaoke, DJ sets e performances das comunidades Drag e Ballroom. Há conversas pós-espetáculo com Dorothée Munyaneza, Bilal El Had, Sónia Baptista e Ali Chahrour. A 24 de novembro, na Culturgest, decorre a conferência "Violência e Potência, no Feminino", com Carolina Bianchi e Gabriela Moita. Para artistas, há oficinas com Idio Chichava (18 de novembro), Ali Chahrour (24 de novembro) e Inés Sybille Vooduness (25 de novembro), e uma masterclass de Stefan Kaegi (22 de novembro). Há ainda o grupo de estudo matéria leve, com candidaturas abertas até 2 de novembro. Para os profissionais, o programa Bridges inclui a mesa-redonda "Festivais como infraestruturas: circulação e economias de visibilidade".


Foto: "Please, Love Me!", de Cleo Diára

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