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A plataforma de criação e investigação transdisciplinar Fogo Lento, sob a direção artística de Costanza Givone, acaba de anunciar a programação do ciclo Congerminar para o ano de 2026.
Sediada no CAMPO, um centro periférico em Pedroso, Vila Nova de Gaia, que promove a contaminação entre arte, ciência e ambiente, a estrutura propõe este ano o projeto "O Tempo das Árvores". Esta iniciativa coloca as florestas no centro da reflexão, utilizando a prática artística como uma ferramenta de regeneração ambiental e social face à crise ecológica contemporânea. O ciclo inspira-se no conceito de plant blindness para desenvolver atividades que combatam a dificuldade comum em reconhecer e valorizar o mundo vegetal.
A programação de 2026 desdobra-se em diversas frentes, destacando-se a criação da revista "A Nossa Borda de Água", orientada por Costanza Givone e João Vladimiro com comunidades escolares, e o desenvolvimento de investigações sonoras em formato podcast. No Jardim Botânico do Porto, Alex Cassal e Clélia Colonna exploram a memória da floresta urbana, enquanto na Islândia, o projeto investiga a desflorestação e a resistência através de cartas sonoras. Estas pesquisas convergem numa exposição performativa imersiva, criada por uma equipa multidisciplinar que inclui também Samuel Ornelas, unindo instalação, som e gravura para guiar o público por uma floresta imaginária.
O mês de janeiro marca o arranque desta programação de inverno com o lançamento de uma nova página web dedicada ao projeto. Logo no dia 10 de janeiro, realiza-se a oficina "Sermos Floresta", integrada no curso "O lugar do jogo". Segue-se, nos dias 23 e 24 de janeiro, a apresentação da peça "Os Serrenhos do Caldeirão" de Vera Mantero no Auditório Municipal de Gaia. Esta criação debruça-se sobre a desertificação e a sabedoria das culturas rurais, propondo a reativação de conhecimentos tradicionais que unem o espírito ao corpo e o quotidiano à arte.
As atividades culminam no dia 25 de janeiro com uma jornada aberta no CAMPO, que inclui a plantação anual de árvores para continuar a transformação do espaço numa floresta, um processo iniciado em 2023. O programa deste dia oferece ainda um almoço vegetariano e a partilha de esboços da exposição que será apresentada na Galeria da Biodiversidade do Porto, culminando numa experiência prática de xilogravura conduzida por Samuel Ornelas e Costanza Givone. Ao longo do ano, o Congerminar continuará a envolver públicos diversos, desde escolas a pessoas idosas, reafirmando a arte como um espaço de imaginação crítica e partilha de saberes.
Foto: "Os Serrenhos do Caldeirão", de Vera Mantero © Humberto Araújo
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