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Há peças que continuam a marcar pela forma como expõem a condição humana ao limite. Em Happy Days, de Samuel Beckett, agora em cena no Teatro Meridional em Lisboa, a personagem de Winnie permanece aparentemente imóvel enterrada na terra, resiste à passagem do tempo através de objetos, rituais e monólogos que fraturam a lógica causal e a coerência tradicional da narrativa cénica. A encenação de Miguel Seabra e a interpretação de Mónica Garnel, ao lado de Emanuel Arada, procuram apurar uma musicalidade própria da linguagem fragmentada, captando uma elementaridade fértil que é, ao mesmo tempo, simples e complexa.
Esta conversa no Coffeepaste parte dessa presença exigente de Beckett no presente. Falámos com Mónica Garnel e Miguel Seabra sobre o teatro que emerge dessa forma específica de Beckett: um teatro onde o silêncio e o gesto contam tanto quanto a palavra, onde a memória e a lógica se desarticulam até desafiar a própria interpretação. Partimos de questões sobre como o texto se ativa numa presença tão física quanto enigmática, sobre as imagens que atravessam o trabalho, como a flor que nasce da fenda, e sobre o que, hoje, significa enfrentar Beckett em palco. O resultado é uma reflexão sobre liberdade, presença e resistência teatral nos nossos tempos.
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