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Daniela Ângelo, Eduardo Antonio, Inês Mendes Leal, Paz Aires, Sara Graça, Sofia Mascate e Teresa Murta são os sete finalistas da 16.ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2026/27. Foram escolhidos entre 550 candidaturas e vão apresentar o seu trabalho numa exposição coletiva no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa, durante o primeiro trimestre de 2027.
Os finalistas vêm de geografias, formações e práticas diferentes. Trabalham com pintura, escultura, fotografia, instalação, som e imagem em movimento. Foram selecionados por um júri composto por João Pinharanda, diretor do MAAT, pela historiadora de arte Catarina Rosendo e pela curadora Eva Mendes. Os três ficam também com a curadoria da exposição e acompanham os artistas no desenvolvimento das obras.
«A escolha dos sete nomes que irão integrar a 16.ª edição do PNA obedeceu aos critérios que sempre orientaram as escolhas anteriores: artistas em início de afirmação no meio artístico nacional, mas demonstrando já uma nítida capacidade para o desenvolvimento de linguagens de grande originalidade», afirma João Pinharanda. O diretor do MAAT acrescenta que esta edição, ao incluir artistas que usam meios diversos e muitos deles vivem ou estudam no estrangeiro, «pretende abrir a escolha à muito rica realidade da mais recente cena artística nacional».
O vencedor será escolhido a partir da exposição por um júri de premiação, diferente do júri de seleção. Este júri inclui Graça Morais, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez, entre outras personalidades nacionais e internacionais das artes plásticas e visuais. O prémio vale 20 mil euros e pode ainda ser atribuída uma menção honrosa de 5 mil euros a outro finalista.
Cada um dos sete artistas recebe também 6 mil euros de apoio à produção da obra que vai mostrar no MAAT. Este valor vem por inteiro das receitas do leilão de obras doadas por Graça Morais, Pedro Cabrita Reis e Pedro Calapez na gala dos 20 anos da Fundação EDP.
«Mais do que uma distinção, este prémio é uma oportunidade para apoiar a criação, abrir espaço à experimentação, dando às novas vozes da arte contemporânea a possibilidade de apresentar o seu trabalho junto de públicos cada vez mais diversificados», diz Vera Pinto Pereira, presidente da Fundação EDP.
O Prémio Novos Artistas Fundação EDP foi criado em 2000 e é atribuído de dois em dois anos. Destina-se a artistas com carreira curta e ainda não consagrada, sem limite de idade, em todas as modalidades das artes plásticas e visuais. Podem concorrer artistas de nacionalidade portuguesa, residentes ou não em Portugal, e artistas estrangeiros residentes no país. Nas 15 edições anteriores, o prémio distinguiu nomes como Joana Vasconcelos, Leonor Antunes, Vasco Araújo, Carlos Bunga, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, João Leonardo, André Romão, Gabriel Abrantes, Priscila Fernandes, Ana Santos, Mariana Silva, Claire de Santa Coloma, Diana Policarpo, Adriana Proganó e Alice dos Reis.
A exposição dos finalistas abre no MAAT, em Lisboa, no primeiro trimestre de 2027.
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