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“Sinto muita empatia por quem fotografo” - a humanidade de Annie Leibovitz em Wonderland

Por

 

Pedro Mendes (na Corunha)
November 29, 2025

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“Sinto muita empatia por quem fotografo” - a humanidade de Annie Leibovitz em Wonderland

O Coffeepaste esteve na Corunha, na Fundação MOP, para acompanhar Wonderland, a nova exposição de Annie Leibovitz, patente até 1 de maio de 2026.

A fotógrafa americana conduziu pessoalmente o percurso guiado para os jornalistas, partilhando histórias e memórias de mais de meio século de carreira ao serviço da imagem.

Wonderland marca um momento simbólico: Leibovitz é a primeira mulher fotógrafa a expor na Fundação MOP, na Corunha, sinal da crescente atenção da instituição à diversidade de vozes no campo artístico. A autora reconheceu, no local, a forte paixão dos responsáveis da Fundação pela fotografia, destacando a qualidade e o cuidado da montagem expositiva.

Embora a exposição reúna um conjunto relevante de trabalhos ligados à moda, o seu alcance ultrapassa esse território. Surgem retratos icónicos de figuras das artes, do cinema, da cultura pop e do desporto, acompanhados por pequenas histórias que a fotógrafa foi revelando durante a visita, como quem abre o álbum privado de uma vida profissional intensa. Annie Leibovitz sublinhou que a moda, tal como a comédia, tem sido, para ela, uma forma de navegar os tempos complexos que atravessamos. “A moda e a comédia ajudam-nos a navegar os tempos atuais”, afirmou.



Num dos momentos mais fortes da visita, a fotógrafa admitiu que a câmara teve um papel decisivo no seu percurso pessoal: “De certa forma, a câmara salvou-me a vida.” Falou com empatia sobre o acto de fotografar e ser fotografado, lembrando que a vulnerabilidade faz parte da relação com o retratado. “Ser fotografado não é fácil. Sinto muita empatia pelas pessoas que fotografo”, disse.

Leibovitz referiu ainda que considera o fotojornalismo “a mais nobre forma de fotografia”, destacando a importância documental, ética e humana dessa prática.

Wonderland apresenta uma artista em plena maturidade, mas ainda inquieta, ainda disponível para revisitar o que fez e questionar o que virá a seguir. Uma exposição que cruza memória, imagem e testemunho, e que justifica uma visita atenta.

O Coffeepaste viajou a convite da Fundação MOP

Foto de destaque: © Saskia Lawaks
Foto interior: © Mathieu Ridelle / cortesia Fundação MOP

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