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O sindicato que representa os trabalhadores da EGEAC Lisboa Cultura está a colocar faixas de protesto nas fachadas ou à entrada de equipamentos culturais da capital, enquanto as negociações com a administração da empresa municipal permanecem num impasse.
A ação “insere-se no processo de luta que os trabalhadores da EGEAC têm vindo a desenvolver”, justificou, em declarações à Lusa, Nuno Almeida, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).
A ideia é espalhar “mais de 20” faixas de protesto – nas quais se pode ler “Não há cultura sem trabalhadores! + salário + justiça + direitos EGEAC em luta!” – por equipamentos culturais simbólicos, como o Cinema São Jorge ou o Teatro Municipal de São Luiz, e “inclusivamente colocar uma junto à sede” da própria gestora cultural.
A iniciativa decorre da “reivindicação pela justa avaliação dos trabalhadores, pela transparência no respeito pelo acordo de empresa e pela negociação da atualização salarial que a empresa não tem cumprido nos últimos cinco anos”.
Simultaneamente, o STML contesta “a opacidade” que têm revestido “algumas decisões do conselho de administração”, nomeadamente a mudança de diretores em certos equipamentos, “em que os trabalhadores também não são sequer tidos ou achados nessas decisões e com o que acarreta de incerteza à própria dinâmica e programação que é levada a cabo nos vários equipamentos”.
Recentemente, a EGEAC foi também alvo de críticas por decisões de gestão cultural, como a não recondução dos diretores do Teatro do Bairro Alto e Museu do Aljube-Resistência e Liberdade.
Uma petição intitulada "Festas de Abril sem Abril" já foi assinada por cerca de 600 agentes culturais de Lisboa, criticando o que consideram ser o “esvaziamento” e a “progressiva desvalorização” do 25 de Abril na programação municipal.
Em entrevista recente ao Expresso, o presidente da EGEAC, Pedro Moreira, assumiu que a atual visão da autarquia de Lisboa passa por retirar “carga ideológica ou política” às opções culturais.
Nuno Almeida sublinhou que as negociações laborais “neste momento estão estagnadas”, com os sindicatos “à espera de reunião com o conselho de administração” da EGEAC, que, em fevereiro, decidiu “unilateralmente” aumentar os trabalhadores “na mesma medida que foram aumentados os trabalhadores da administração pública”.
No dia 24 de abril, cinco dezenas de trabalhadores da EGEAC – que, segundo o STML, conta atualmente com cerca de 500 trabalhadores de várias áreas – cumpriram uma greve para reivindicar um aumento salarial de 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador.
Em reação, a administração da EGEAC Lisboa Cultura enviou uma mensagem agradecendo o “esforço de todos os trabalhadores e trabalhadoras que se mantiveram nos seus postos, para bem servir a cidade de Lisboa, os lisboetas e os seus visitantes”, postura recebida com “perplexidade” pelo STML.
“Todos os trabalhadores da empresa servem a cidade e não é pelo facto de exercerem o seu direito constitucional que podem ser desconsiderados no contexto das suas funções”, contestou, na altura.
À Lusa, Nuno Almeida disse que o sindicato espera pelo retomar das negociações “e que haja uma contraproposta do outro lado” e lembrou que está marcado um novo plenário geral de trabalhadores para 19 de maio.
“Os trabalhadores em plenário soberanamente decidirão os próximos passos da luta e caso a resposta (…) do outro lado não apareça”, vincou.
Foto: © José Frade
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