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Acid Mothers Temple, Horse Lords, Dora Morelenbaum, Femme Falafel, Edredon Sensible e o Coro das Mulheres da Ilha estão entre as primeiras confirmações do Tremor 2027. O festival regressa à ilha de São Miguel, nos Açores, de 16 a 20 de março, com uma programação dedicada à descoberta musical e ao encontro entre arte, território e comunidade.
Os nomes agora divulgados vêm de várias geografias e linguagens: da psicadelia japonesa ao jazz, da eletrónica experimental às novas expressões da música brasileira, passando pelo rock, pelas culturas de dança e pela criação comunitária açoriana.
Na psicadelia, destaca-se o coletivo japonês Acid Mothers Temple, fundado por Kawabata Makoto em 1995. A sua extensa discografia assenta na improvisação e na exploração do rock cósmico, do folk experimental e do noise. Do Texas chegam os Ak'chamel, que juntam psicadelia desértica, folk ritual e uma estética xamânica pós-apocalíptica.
Os norte-americanos Horse Lords, quarteto de Baltimore, cruzam rock instrumental, minimalismo, polirritmias e afinações microtonais. Os franceses Edredon Sensible tocam com uma formação invulgar de dois saxofones e duas baterias. Partem de ritmos inspirados nas batucadas brasileiras para construir um jazz de transe. Da Finlândia vem o trio MUOVIPUSSI, que mistura rap, pop fragmentada, metal e atitude punk, com vozes guturais e momentos de teatralidade surrealista.
Da música brasileira chega Dora Morelenbaum, que aproxima a sofisticação harmónica da canção brasileira de uma pop intimista e contemporânea. A pianista e compositora luso-angolana Gisela Mabel escreve para piano a partir da formação clássica e do jazz, com ritmos africanos e brasileiros.
Entre os nomes nacionais estão Femme Falafel, alter ego de Raquel Pimpão. Cruza hip-hop, jazz, disco, house e MPB, com letras marcadas pelo absurdo, pela ironia e por um olhar mordaz sobre o quotidiano. A banda Escárnio usa o rock de espírito punk para falar da raiva, da vulnerabilidade e das experiências das mulheres. Os TRAVO, quarteto de Braga e do Porto, aproximam o rock psicadélico do garage, do prog e do thrash metal.
Para a pista de dança, O Ghettão junta DJ Nigga Fox, DJ Danifox e DJ Firmeza numa exploração do afro-deep-house polirrítmico, do kuduro e do minimalismo jazzístico. Do México vem Rosa Pistola, que reinventa o reggaeton underground com ligações à guaracha, ao tribal mexicano, à cumbia, ao funk e ao dembow.
Confirmado está também o Coro das Mulheres da Ilha. O projeto nasceu em São Miguel no âmbito de Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura, com direção musical e artística de Vânia Couto. O coro reúne mulheres de várias gerações e aproxima a tradição musical portuguesa da identidade açoriana e das experiências femininas de hoje.
Os passes gerais para o Tremor 2027 estão esgotados. Os passes semanais vão estar à venda no final de 2026 e os de fim de semana no início de 2027. Mais informações em tremor-pdl.com.
Foto: Coro das mulheres da ilha
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