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WHAT DO WE WANT FROM ART – AND WHAT DOES ART WANT FROM US?

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WHAT DO WE WANT FROM ART – AND WHAT DOES ART WANT FROM US?

Data

8 Julho - 14 Outubro

Local


Pavilhão Julião Sarmento / AiR 351
Lisboa

Sinopse

Uma série de conversas públicas por Joshua Decter

8 de julho

“A Arte e as Nossas Contradições: Financeirização, Protesto, Metapolítica, Fragmentação”
Iremos refletir sobre a forma como a arte está simultaneamente enredada em — e incorpora — certas contradições sociais e culturais mais amplas, mesmo quando a arte (e os seus diversos sistemas institucionais e económicos) procura responder a injustiças sociais, desigualdades e à crise ambiental. Se considerarmos a arte como um instrumento que reivindica oferecer soluções para vários problemas sociais e políticos, poderá a arte cumprir esse papel sem gerar ou reproduzir outras desigualdades? Existe, há muito tempo, o desejo de que a arte opere no domínio da Realpolitik, funcionando não apenas como soft power, mas também como hard power; contudo, a arte tende a permanecer suspensa numa espécie de âmbar metapolítico ou parapolítico. Paradoxalmente, talvez seja precisamente a arte enquanto forma de capital (em tempos de hiperfinanceirização) o lugar onde uma “dimensão política” pode surgir.

30 de setembro

“Alguns Limites da Razão: Pode a arte ser transgressiva?”
Este é o título de uma exposição de pinturas e esculturas de Julião Sarmento, apresentada na Sean Kelly Gallery, em Nova Iorque, em 2005. A exposição explorava várias noções de transgressão em relação às reflexões de Foucault sobre o conceito de transgressão em Bataille. Podemos aqui considerar a forma como Sarmento sintetiza estes conceitos filosóficos na sua arte como ponto de partida para especular se — e de que maneira — a arte pode ser transgressiva nas circunstâncias atuais (e futuras), bem como para pensar o significado da transgressão no século XXI… particularmente desde que “Deus” morreu há muito tempo (Foucault fala da morte de Deus em relação a Bataille).

14 de outubro

“A História da Arte nas Redes Sociais (A Obra de Arte na Era da Mediação Social)”
Como imaginar uma história revisionista da arte contemporânea em relação à forma como a arte foi recontextualizada — e descontextualizada — nas redes sociais? Proponho que é possível, senão mesmo necessário, desenvolver uma história revisionista da arte contemporânea que investigue a transformação da arte nos circuitos das redes sociais. Um dos aspetos deste argumento basear-se-á numa história da arte no domínio digital desde os anos 1990, entendida como precursor tecnológico e cognitivo da presença da arte nas redes sociais. Poderão as redes sociais ser consideradas um medium? E significará a IA que qualquer pessoa pode potencialmente ser artista? Ou será antes a IA a tornar-se o artista, sendo os seres humanos apenas o material/meio da IA?

Duração: 45 minutos + 15 minutos de perguntas e respostas
Hora: 18h (todas as sessões)

Note-se que a participação nas conversas requer um bilhete de entrada válido. Para informações sobre bilhetes, consulte o website do Pavilhão Julião Sarmento.

Pavilhão Julião Sarmento: Av. da Índia 172, 1400-207 Lisboa

Joshua Decter é escritor, curador e historiador de arte, reconhecido pelo seu trabalho em crítica de arte contemporânea, curadoria e teoria das exposições. É autor de livros como Art Is a Problem (2014) e Exhibition as Social Intervention (2014), nos quais analisa as dimensões políticas, sociais e institucionais da arte contemporânea e da curadoria.

Ao longo da sua carreira, colaborou com publicações como Artforum, Art Review, Mousse e Texte zur Kunst, além de escrever ensaios para exposições de numerosos artistas internacionais.

O seu pensamento centra-se nas contradições da arte contemporânea, na crítica institucional, na relação entre arte e política, e no papel social das exposições e da curadoria. Em Exhibition as Social Intervention, analisa a exposição Culture in Action (1993), de Mary Jane Jacob, considerada um marco nas práticas artísticas participativas e socialmente comprometidas.

Como curador, organizou exposições em instituições de referência como o MoMA PS1, o Museum of Contemporary Art de Chicago e a Kunsthalle Wien.

Também desenvolveu uma extensa carreira académica, lecionando História da Arte, Teoria da Arte e Curadoria em várias universidades e escolas de arte nos Estados Unidos e na Europa, incluindo a New York University, a UCLA e o Bard College.
Lisboa
AiR351 - Art in Residence
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Lisboa
915480727

A AiR 351 é um programa independente e internacional dedicado a residências artísticas, localizado em Cascais, que desenvolve programas públicos e colaborações. Desde a sua criação, já acolheu mais de 60 artistas e curadores internacionais, promovendo a exploração de diferentes práticas artísticas.
Com um programa focado essencialmente em trabalhos de pesquisa e criação, funciona como espaço de intercâmbio através de parcerias desenvolvidas com artistas nacionais e internacionais, mas também com instituições culturais, universidades e centros artísticos.
A par do seu programa de residências, desenvolve igualmente uma programação regular de exposições e momentos de encontros entre artistas, curadores e público.
Entre os alumni da AiR 351 contam-se Gary Hill, Ellie Ga, Veit Stratmann, Emily Wardill, Vittorio Santoro, Cécile Bourne-Farrell, Mathilde Walker-Billaud, Thiago Honório, Márcio Carvalho, Luísa Jacinto e Henrique Pavão, entre outros.
A sua sede, no edifício de uma antiga escola primária (Escola Monumento D. Luiz I), pertence à autarquia de Cascais.
A AiR 351 integra a RPAC - Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

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