De 3 a 8 de agosto de 2026, Valezim volta a ser palco de criação artística, reflexão e partilha em comunidade. Com a chegada à 5.ª edição, o festival Ocupar a Velga, organizado pela Produção d’Fusão, deixa um convite à celebração, como gesto de resistência e de abrir espaço ao desconhecido.
Durante seis dias, Valezim recebe espetáculos de teatro, dança, performance, cinema, oficinas, sessões de leitura, conversas e momentos de convívio, reunindo artistas e comunidade em torno de diferentes formas de pensar o lugar, as relações humanas e as paisagens que habitamos. Porque a diversidade de linguagens artísticas faz parte da identidade do evento e resulta da vontade de criar múltiplas portas de entrada para a experiência cultural.
A programação arranca a 3 de agosto com a 6.ª edição do “miniLAB”, uma oficina de artes performativas orientada por Margarida Mestre, dirigida a crianças e jovens dos 6 aos 13 anos. Sob o mote “Em Valezim Plim! Acontece um lugar”, a oficina convida os participantes a olhar para a aldeia como matéria de construção e invenção, explorando histórias,
ruas, casas, pessoas, árvores e fontes.
Entre 3 e 6 de agosto decorre também a recolha de histórias e memórias de Valezim para a criação artística “Novelga”, conduzida por Catarina Requeijo e Manuela Pedroso, num trabalho desenvolvido com a comunidade e integrado numa obra com estreia prevista para 2027.
A programação artística inclui teatro, com o espetáculo “Popular”, de Sara Inês Gigante, apresentado a 5 de agosto, uma criação que cruza autoficção, humor e reflexão sobre os conceitos de popularidade, cultura de massas e participação coletiva.
No dia 6 de agosto, o festival apresenta “Mulher Enciclopédica”, uma criação de Poliana Tuchia e Keli Freitas, um solo autobiográfico que atravessa memórias familiares, silêncio e resistência através do humor, da ironia e da desobediência.
A 7 de agosto, a encenadora Mónica Calle e o Coro das Mulheres da Fábrica estreiam “Descrição de uma Paisagem”, uma performance-percurso inédita criada a convite do Ocupar a Velga. A encenadora e mais de 30 mulheres apresentam uma experiência coletiva que procura um lugar de comunhão, questionando o que nos une e como podemos encontrar formas de resistência através dos corpos, das vozes e da memória.
O cinema marca presença no dia 8 de agosto com uma sessão de curtasmetragens infantis, numa parceria com o Festival Play. No mesmo dia, e em jeito de encerramento do festival é a vez de “Também se matam cavalos”, de Francisco Thiago Cavalcanti & Um cavalo disse mamãe, uma criação que explora a liberdade, a resistência e os limites entre loucura e imaginação.
Além dos espetáculos, o festival promove momentos de reflexão e participação comunitária, nomeadamente com uma tertúlia dedicada à biodiversidade da Serra da Estrela, em parceria com o CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens e uma sessão de leitura com Maria Beatriz Seabra.
A 5.ª edição do Ocupar a Velga termina em clima de festa com Mike El Nite, DJ, host e entertainer, num baile que transforma a música num espaço de encontro e celebração coletiva. Conhecido pela sua seleção musical eclética e pela capacidade de criar ligação com o público, Mike El Nite apresenta um set marcado por remixes energéticos e dançáveis, cruzando grandes clássicos românticos, repertório popular português e os grandes êxitos pop do momento.
O Ocupar a Velga regressa assim a Valezim para celebrar o poder dos encontros, das histórias partilhadas e das comunidades que continuam a criar espaço para imaginar outros futuros.