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Antes que canalha caia em desuso

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Antes que canalha caia em desuso

Data

9 a 12 abril

Local


Sala de Teatro do Clube Estefânia
Lisboa

Preço

Preço entrada - 12,50€ Descontos >65 e <30; DIA DO ESPECTADOR; Espetáculo e Parceiros; Residentes Arroios

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Sinopse

“É sobre… acho que… parece-me que… isto é… gosto!

Um corpo mais ou menos concreto numa sala, que é uma máquina de lavar, que é uma ilha, que é um espaço onde habita um coro. O mundo lá fora não interessa, ou vai deixar de interessar muito em breve. Um filho procura uma mãe. Quer ser amado e talvez amar, racionalmente falando. Sabe o que quer fazer, mas não sabe o que quer dizer. Ele diz que tudo isto não é paixão ou desejo, é amor. Ela está morta, mas continua presente.”

Antes que canalha caia em desuso surgiu de um convite feito pelo Cultura em Expansão, em 2024, para a realização e apresentação de um solo no Porto. Trata-se de um remake de uma trilogia que iniciou a carreira de Mário Coelho enquanto dramaturgo e encenador, "Trilogia do abandono da infância", na qual revisita temas e inquietações que sempre continuam a pautar a sua existência - e que decide, de uma vez por todas, encerrar (assumindo, desde já, o bluff desta afirmação).


AVISO: O espetáculo aborda temas relacionados com luto, depressão e suicídio; e trata-se de uma obra de ficção.
Lisboa
Escola de Mulheres
Antes que canalha caia em desuso

Contactos


Address

Lisboa
915039566
A ESCOLA de MULHERES -OFICINA DE TEATRO, cujo nome foi beber inspiração à peça de Molière “L’école des femmes”, foi criada em 1995 em Lisboa por Fernanda Lapa, Cucha Carvalheiro, Isabel Medina, Marta Lapa, Cristina Carvalhal, Aida Soutullo e Conceição Cabrita.

Um conjunto de mulheres de gerações diferentes e experiências diversas e reconhecidas mas com o sentimento comum do papel de subalternidade a que a mulher foi sendo reduzida no Teatro português, quer na condução dos processos criativos, na política de repertórios ou no relacionamento com os poderes instituídos, bem como, de um modo geral, nas tarefas que envolvam poder de decisão.

Pretendeu-se, desde sempre, privilegiar a criação e o trabalho feminino no Teatro e promover e divulgar uma nova dramaturgia de temática e escrita femininas, quer nacional, quer estrangeira, na medida em que o repertório habitualmente representado nos nossos palcos não refletia o papel que nas últimas décadas a Mulher tem vindo a desempenhar, assim como as novas contradições que daí advêm, vinculando quase sempre pontos de vista masculinos sobre as mulheres e reproduzindo universos tipicamente masculinos.

A 8 de Março de 1995 a ESCOLA de MULHERES apresentou publicamente o seu manifesto por ocasião de um espetáculo a partir de textos de autoras portuguesas e que decorreu na Sociedade Portuguesa de Autores.

FERNANDA LAPA (1943-2020) diretora artística da companhia ao lado de MARTA LAPA, até à sua morte, foi um elemento basilar, desde a fundação da companhia, na idealização, concretização e afirmação de uma linha artística de qualidade, assente no Manifesto da Escola de Mulheres (1995) que visou sempre enaltecer o trabalho das mulheres nas artes, em geral e no teatro em particular (autoras; encenadoras; atrizes; dramaturgas; tradutoras; técnicas; produtoras; etc), para além de ter sempre feito refletir nas suas produções problemáticas transversais a toda a sociedade como as questões de género, da desigualdade social, entre outras.

Seria expectável que passados 28 anos, todas essas questões levantadas pelo grupo de mulheres que fundou a Escola de Mulheres, estivessem menos presentes no panorama das artes e da sociedade em Portugal, por já não serem necessárias, contudo elas mantêm-se e são ainda mote de continuidade e afirmação.

A direção artística da Escola de Mulheres, desde setembro de 2020 é assumida por MARTA LAPA e RUY MALHEIRO.

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